Página Inicial Lista de Vídeos Quem Somos? Fale Conosco Redes Sociais

Os cibercriminosos brasileiros já surfam na onda da greve dos caminhoneiros. Utilizando uma combinação de tema e timming, os criminosos estão enviando links maliciosos que enganam vítimas no WhatsApp ao indicar postos de gasolina com combustível.

"Na mensagem, a vítima recebe um link malicioso, na esperança de encontrar uma lista de postos de gasolina em que o combustível ainda estaria disponível. Em menos de 24 horas, mais de 60 mil usuários acessaram a página falsa e foram expostos a ciberataques que podem variar de acordo com o sistema operacional do smartphone", nota a Kaspersky.

Ao acessar o link, o usuário é redirecionado para uma página fraudulenta e, para acessar a falsa lista com os nomes dos postos que ainda tem combustível, solicita a cidade e estado em que a vítima se encontra. Além disso, a vítima cai em sites que oferecem serviços pagos. Ou seja: ela acaba gerando renda para os cibercriminosos por meio de propagandas e instalação de apps.


"É a mesma tática de golpes anteriores que utiliza um tema de grande interesse da população, só que em um momento crítico de uma greve", afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab. "O criminoso ganha de muitas formas: pelos milhares de page-views no site cheio de propaganda, pela instalação dos aplicativos sugeridos pela página, num esquema de pay-per-install ou até mesmo com a oferta de instalação de apps maliciosos, como já vimos anteriormente".


Siga nossas redes sociais!

Instagram






Quantas vezes você saca o celular do bolso só para checar novos e-mails ou a mensagem que acabou de vibrar? Um estudo feito em 2015 pela empresa Deloitte mostrou que pelo menos 40% dos usuários de celulares olham seus aparelhos nos primeiros cinco minutos após acordar e 47% usam os smartphones enquanto “conversam” pessoalmente com familiares e amigos.

Atualmente, é quase impossível encontrar um local público sem pelo menos uma pessoa distraída no celular. O vício em tecnologia é real e em alguns países até existem grupos de terapia para tentar superar essa dependência. Por isso, separamos dicas e técnicas para quem precisa diminuir o consumo e a obsessão pelas telas:

1 - Elimine momentos de ócio
Quando não temos nada para fazer, podemos ter a mania de passar o tempo no celular. Em entrevista ao Mental Floss, Jamison Monroe, fundador da Academia Newport, que oferece tratamento para adolescentes, sugere criar uma lista de tudo o que você pode fazer nas horas vagas — menos usar o celular.
“Lembre-se de coisas mais importantes e saudáveis que poderia fazer com esse tempo”, disse. “Como caminhar, dançar, se exercitar ou meditar.”

2 - Use a tecnologia a seu favor
Ironicamente, alguns aplicativos podem te ajudar a largar o vício em tecnologia. O Moment, para iOS, diz quantas vezes você acessou o celular por dia; no App Detox, você é avisado quando ultrapassa o tempo pré-determinado para usar a internet; e o Off Time serve para bloquear distrações como games.

3 - Não conte apenas com a força de vontade
Desligar o computador ou deixar o celular bem longe parece simples, mas é preciso mais do que força de vontade para ignorá-los completamente. “É preciso reconhecer que é difícil ‘competirmos’ com esses produtos inovadores das empresas bilionárias”, resumiu David Ryan Polgar, especialista em ética da tecnologia e cofundador da Digital Citizenship Summit. “O melhor é descobrir mais de um caminho para resistir à tentação.”

4 - Desligue tudo antes de dormir
Uma hora antes de dormir, desconecte-se de todos os seus aparelhos. “O brilho das telas interrompe a produção de melatonina, que dá ao cérebro um sinal de que é hora de dormir”, explicou Monroe. “Deixe os dispositivos em outro quarto para evitar a tentação de usá-los.”

5 - Comece aos poucos
David Greenfield, fundador do Centro para Vício em Internet e Tecnologia, em Connecticut, diz que cortar os hábitos de forma brusca não é a melhor saída. Ele sugere começar desligando o celular durante o jantar. Depois de algum tempo, tente deixar o aparelho em casa enquanto sai para caminhar. “Estabeleça seus próprios limites”, sugeriu. “Comece com pequenas mudanças e tente novos progressos com o tempo.”

6 - Desligue notificações
“O smartphone eleva os receptores de dopamina e você continua a acessá-lo a cada toque, porque isso oferece uma espécie de recompensa”, explicou Greenfield. Ao desligar as notificações, as chances de sentir vontade de olhar a tela do celular a cada minuto pode diminuir.

7 - Planeje pequenas pausas
Estabeleça alguns momentos do dia feitos para “pausas tecnológicas”. Entre 15h e 15h30, por exemplo, desligue o celular e deixe-o fora de alcance. “Escolha uma tarefa específica para fazer durante esse tempo”, recomendou Craig Donovan, da Universidade Keane. Tente adicionar várias pausas e inclua as refeições: nesses momentos, aproveite para observar melhor o que acontece ao seu redor.

Siga nossas redes sociais!

Instagram






O Facebook lança na próxima semana seu produto de checagem de notícias no Brasil. Por aqui, o trabalho será feito em parceria com duas agências de checagem, a Aos Fatos e a Agência Lupa. O programa foi lançado nos Estados Unidos no final de 2016 com o objetivo de diminuir a circulação de notícias falsas na rede social.

Na prática, os dois parceiros terão acesso às notícias marcadas como falsas pelos usuários do Facebook—qualquer usuário pode alertar sobre o compartilhamento de conteúdo falso, também conhecidas atualmente como fake news.

O Facebook afirma que, desde o lançamento da iniciativa nos Estados Unidos, houve queda de 80% na distribuição orgânica (ou seja, conteúdo não impulsionado com pagamentos) de notícias consideradas falsas.

“Essa parceria com Aos Fatos e Agência Lupa é mais um passo em nossos esforços para combater a desinformação e melhorar a qualidade das notícias que as pessoas encontram no Facebook”, diz Cláudia Gurfinkel, líder de parcerias com veículos de mídia do Facebook para América Latina, em comunicado.

Conteúdo que seja reconhecido como falso, terá o alcance reduzido. O Facebook ainda enviará notificações para administradores de páginas, e também usuários, que compartilharem o conteúdo. Haverá um aviso de que aquele texto teve sua veracidade questionada.

Outra providência será que os textos não poderão ser impulsionados por meio de pagamentos. Páginas que usarem conteúdo falso para construir uma audiência de forma recorrente serão proibidas de usar anúncios no Facebook.

Além dos EUA, países como Índia, Filipinas e Itália contam com o programa de checagem de conteúdo por meio de parceiros.



Recentemente nós todos tivemos ciência do enorme vazamento de dados da maior rede social do mundo atualmente, o Facebook. As providências já estão sendo tomadas, os usuários estão sendo alertados. Você é um deles? Já foi vítima de algum outro vazamento?

A boa notícia é que esses acontecimentos não precisam causar pânico geral, não importa o quanto os dados em perigo possam ser sensíveis. Existem algumas medidas que você pode tomar para minimizar a sua exposição à potencial ameaça. Veja abaixo como fazer isso. 

Passo 1: Determinar os danos
A primeira coisa a fazer é descobrir o que os hackers levaram. Se eles conseguiram o seu nome de usuário e senha, por exemplo, não faz muito sentido alertar a operadora do seu cartão de crédito.

As notícias e os comunicados da empresa sobre o ocorrido devem deixar muito claro o que foi vazado. Foi apenas o seu endereço de e-mail, ou também havia dados da sua senha? E cartões de crédito ou dados pessoais como mensagens privadas?
Esse é o primeiro passo para criar um plano efetivo de recuperação. Mas antes de fazer qualquer coisa, é preciso fazer uma pergunta essencial - veja o tópico seguinte. 

Passo 2: Os criminosos podem usar os seus dados?
Os hackers colocam as mãos em dados o tempo todo. Mas muitas vezes essas informações são inutilizáveis por conta de práticas de segurança que incluem termos como “hash”, "salt" e criptografia. Se os dados estiverem na forma de “cleartext” (texto padrão), isso significa que nenhuma criptografia foi usada, e é tão fácil ler e manipular esses dados quanto visualizar informações em um documento Word ou em uma mensagem de e-mail padrão.

Os dados com hash, por outro lado, são informações que foram alteradas de tal forma que não é possível decodificá-las de volta para texto padrão. Os hashes costumam ser usados para bases de dados de senhas, por exemplo.
No entanto, nem todos os métodos de hash são iguais e alguns deles podem ser revertidos. Como uma segunda linha de defesa, uma empresa pode adicionar o que é chamado de “sal” (“salt”, no original em inglês) – dados aleatórios – para tornar mais difícil o processo de decodificação.  

Nos casos com hashes, você terá de investigar um pouco mais a funto para saber se a companhia acredita que as informações podem ser usadas  ou não. 
Por fim, a criptografia supostamente é um processo de duas vias em que apenas a pessoa com a “chave” (normalmente uma senha ou arquivo com senha) consegue decodificar os dados.
Mesmo que os hackers tenham roubado dados criptografados ou com hashes, as empresas ainda poderão aconselhar os usuários e clientes a alterarem as senhas, apenas como uma medida adicional.

Passo 3: Mude a Senha
Caso precise mudar a sua senha, então seja proativo. Mude-a logo de uma vez, e não fique esperando por um e-mail ou mensagem de alerta da empresa solicitando que faça isso, se possível. 

Se estiver usando essa mesma senha em outros sites e serviços, então você também terá de fazer essa mudança nos outros lugares. Um único vazamento pode derrubar diversas contas caso esteja reutilizando senhas – não faça isso. 

Passo 4: Adote medidas de segurança
Agora é um ótimo momento para começar a usar um gerenciador de senhas - caso ainda não faça isso. Esses programas podem criar códigos novos e difíceis de serem adivinhados e salvá-los para cada uma das suas contas on-line. Eles também protegem as suas senhas com criptografia, e (normalmente por uma taxa) as disponibilizam em todos os seus dispositivos. O nosso aplicativo favorito para esse tipo de serviço é o LastPass, mas o Dashlane não fica muito atrás (apesar de ser mais caro).

No entanto, as senhas não são mais o suficiente. Por isso, é uma boa ideia habilitar a autenticação de dois fatores nos serviços em que essa opção estiver disponível. Esse método de segurança significa que o seu serviço web exigirá um código secundário de seis dígitos antes de permitir que você acesse a sua conta – mesmo com a senha correta.

A melhor maneira de usar a autenticação de dois fatores é com um aplicativo ou aparelho dedicado a gerar esses códigos. Receber códigos via SMS não é recomendado, uma vez que as mensagens de texto são vulneráveis a uma variedade de ataques relativamente triviais.

Por fim, é importante criar um e-mail dedicado para a recuperação de senhas. Muitos sites e serviços permitem que você configure um endereço de e-mail específico para a recuperação de senhas que fique separado da sua conta de e-mail principal. Esse é o endereço em que você receberá links para reiniciar a sua senha após clicar na opção “Esqueceu a Sua Senha?” em um site.

É melhor ter um endereço de e-mail apenas para a recuperação de contas e que não esteja conectado com a sua identidade – se o seu Gmail for JAndrews, por exemplo, então não use JAndrews@outlook.com para esse novo endereço. Caso você use o seu e-mail padrão para a recuperação de contas, os hackers podem mirar esse endereço e, caso o comprometam, então poderiam assumir o controle da sua vida on-line.

Como com qualquer outro e-mail, certifique-se de que a sua conta de e-mail para recuperação esteja protegida com uma senha forte e autenticação de dois fatores.

Passo 5: entre em contato com a sua operadora de cartão
Caso o número do seu cartão de crédito também tenha sido comprometido, então você precisa alertar o seu banco ou operadora de cartão. Caso tenha sido um vazamento particularmente grande, há uma boa chance de que o seu banco já saiba sobre isso, mas ainda é uma boa ideia informar que você foi atingido. 

Você vai querer falar com um representante do banco ou instituição financeira e informar o que aconteceu. A empresa provavelmente irá cancelar o seu cartão para emitir um novo. 

E não espere para fazer isso. Notifique o seu banco ou operadora de cartão assim que ficar sabendo do vazamento para garantir que você não será responsabilizado por nenhuma cobrança fraudulenta.

Grandes vazamentos de dados são péssimos, mas já se transformaram em uma ocorrência comum. O que significa que não é uma questão sobre se você será atingido por um, mas quando isso acontecerá. A boa notícia é que ser um pouco proativo pode te ajudar a evitar possíveis dores de cabeça neste processo.

ESTA MATÉRIA FOI ORIGINALMENTE PUBLICADA EM IDGNOW.COM.BR




O blog Segurança Digital (do site G1) apurou que ao menos duas plataformas de lojas on-line criaram a possibilidade de realizar compras sem senha para clientes que já possuem cadastro nas lojas.

Nessa modalidade, como a única barreira para fazer um pedido é informar o endereço de e-mail, os dados do cliente ficam censurados (com asteriscos, vide foto) para que outras pessoas não tenham acesso ao cadastro. No entanto, parte da censura podia ser burlada com a opção de pagamento por boleto, já que os dados do cliente eram incluídos no documento de forma legível.
Na prática, era possível fechar um pedido e obter endereço completo, o nome completo e o CPF de um consumidor apenas com o endereço de e-mail. Bastava fechar o pedido com a opção de boleto.

As plataformas identificadas, CiaShop e Web Storm, oferecem uma tecnologia para que outras empresas possam facilmente criar um site de e-commerce. Sendo assim, qualquer loja criada com uma dessas tecnologias possui o recurso. Ou seja, o problema existia em várias lojas, não em um site específico.


"A censura no boleto ao lado foi adicionada pelo blog, pois o arquivo original era limpo e permitia a visualização dos dados particulares. O arquivo podia ser baixado por qualquer um que soubesse o e-mail do consumidor."

Um mês após serem comunicadas pelo blog Segurança Digital, a CiaShop e a Web Storm modificaram o recurso e não permitem mais o download do boleto. No caso da CiaShop, não é mais possível fechar pedidos com boleto sem digitar a senha. Nas lojas da Web Storm, o pedido é fechado, mas o boleto é enviado por e-mail, protegendo a informação. Apesar de terem modificado a funcionalidade, as empresas minimizaram o risco para os consumidores, considerando que um possível criminoso teria que saber a loja em que o consumidor fez alguma compra.

Omar Kaminski, advogado especialista em direito e internet, observa que não há lei específica para a proteção de dados e que são aplicados o Marco Civil de Internet, o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil. "Uma vez provado que houve ato ilícito, dano ou prejuízo, é possível buscar uma reparação judicial. Como se trata de direitos difusos, o ideal é que o Ministério Público seja convocado a intervir", disse o especialista.

Para Cléber Brandão, gerente do Blockbit Labs, braço de pesquisa da empresa de segurança Blockbit, o caso se enquadra como um vazamento de dados.  "Qualquer dado pessoal deveria estar protegido por medidas de privacidade e confidencialidade", avalia o especialista.

Brandão explica que informações pessoais podem ser usadas em golpes on-line, permitindo que criminosos enviem mensagens se passando por instituições financeiras ou empresas e personalizem essa comunicação com os dados pessoais para convencer a vítima a entregar outras informações, inclusive senhas.

"Para o e-commerce, entendo que permitir a compra sem necessidade de uma senha pareça uma ótima opção para promover mais vendas, porém, no ponto de vista de segurança da informação, não é uma boa prática", disse ele, que sugere a adoção de "tokens" (senhas temporárias).


ESTA MATÉRIA FOI ORIGINALMENTE PUBLICADA EM G1.GLOBO.COM 





Várias contas de e-mail do Gmail estão sendo utilizadas para envio de spam mesmo sem sinais de invasão, como relatam usuários no fórum de ajuda do Google desde sábado (21). As mensagens em questão são enviadas para pessoas que não estão nos contatos de quem foi afetado e o problema parece não ser resolvido mesmo mudando a senha de acesso e ativando a verificação em duas etapas.


O conteúdo dos e-mails é claramente identificado como publicidade indesejada, promovendo remédios de emagrecimento, venda de suplementos e ofertas de empréstimo de dinheiro. Todas as mensagens citadas pelos usuários como parte do problema têm em comum o fato de parecerem ter sido enviadas pela empresa de telecomunicação canadense Telus. A companhia diz que verificou o problema, mas confirmou que os servidores dela não foram invadidos ou utilizados para esses fins, indicando que os e-mails foram provavelmente alterados para parecer que são da empresa.


Um porta-voz do Google respondeu que a empresa está ciente do caso e tomou as medidas necessárias para resolver o problema: “Essa tentativa envolveu cabeçalhos de e-mails falsificados que faziam parecer que os usuários estavam recebendo e-mails deles mesmos, o que fez com que essas mensagens aparecessem erroneamente na pasta de Enviados. Nós identificamos e estamos reclassificando todos os e-mails transgressores como spam e não temos motivos para acreditar que alguma conta tenha sido comprometida durante o incidente”.

O Google recomenda ainda que todas as mensagens suspeitas sejam reportadas como spam e indica essa página de ajuda para que seus usuários tenham mais informações sobre esse tipo de mensagem.

Conheça o serviço de Segurança Digital da Arx Soluções em Tecnologia & Negócios



Cloud Computing não é mais uma tendência, já é algo consolidado. A pesquisa State of the Cloud Survey 2018, da RightScale, demonstra isso: 96% das empresas utilizam serviços de nuvem terceirizados, sejam privados ou públicos, para armazenar suas informações. 

Existem diversas razões para tanta aceitação, como diminuição dos custos de manutenção e energia elétrica ao não ter mais um servidor próprio, não estar mais à mercê da obsolescência do hardware e nem da necessidade de uma equipe ampla de TI dedicada à sua manutenção e gestão. 

No entanto, de acordo com a mesma pesquisa, um dos principais desafios, especialmente para empresas iniciantes, quando o tema é adoção de serviços em nuvem, é justamente a segurança. Para 77% das empresas, a segurança da nuvem é um desafio. E não é para menos, pois as informações sensíveis e sigilosas da empresa estarão aos cuidados de um serviço terceirizado, o que pode ser um risco caso as opções e necessidades não sejam avaliadas com cuidado. 

Pesquise sobre a empresa 
O primeiro ponto que o gestor deve ter em mente é conhecer profundamente o provedor do serviço de nuvem. Com tantos players no mercado, é importante verificar reputação do provedor e, mais importante, entender quem irá lidar com a informação, quais serão os acessos dessas pessoas, quais as medidas de segurança aplicadas, se a companhia possui certificações de segurança e ainda, se já tiveram acidentes de vazamentos de dados e como agiram para lidar com eles. Essas preocupações são necessárias, pois os dados da empresa ficam vulneráveis não só a ameaças virtuais, mas também físicas. Basta um acesso permitido indevidamente e um pen drive para que informações importantes sejam roubadas de um data center.  

Leia verdadeiramente o contrato 
É vital ler cuidadosamente os termos do contrato, prestando atenção especialmente nos trechos sobre obrigações com relação à informação e a privacidade dos dados armazenados. Muitas vezes os termos dão o direito à empresa de ter acesso e uso de suas informações com o propósito de prover um melhor suporte, por exemplo. Ao se deparar com uma cláusula como essa, é importante verificar que tipo de acesso a provedora da nuvem terá e quem fará uso das informações, em que tipo de circunstâncias, etc. Além disso, alguns contratos possuem cláusulas que não garantem que a empresa será responsável por qualquer dano ou perda. 

Controle o acesso à informação
Quando a informação não está localizada na própria empresa, muitas vezes o nível de segurança diminui, porque a equipe interna acredita que os dados são apenas de responsabilidade de quem provê a nuvem. No entanto, o pensamento deveria ser contrário. Agora, que os dados não estão dentro da empresa, o cuidado deve ser maior, usando fatores de proteção mais seguros, como criptografia dos dados e duplo fator de autenticação para o acesso à nuvem. Além disso, os gestores devem escolher com muito cuidado que informações devem ou não ser migradas para a nuvem, para não contratar um serviço desnecessário e que armazene informações críticas sem o devido cuidado. 

Fique atento às ameaças virtuais 
Por fim, é um erro comum pensar que um malware, por exemplo, não pode afetar a nuvem. Ter uma infraestrutura em cloud não isenta a empresa da necessidade de usar uma solução de segurança abrangente, que inclua proteção para servidores e serviços, bem como para o hardware que acessa essa infraestrutura. A utilização de soluções de armazenamento de arquivos em nuvem é segura e muito vantajosa para o negócio em diversos níveis, desde que sejam aplicadas políticas de segurança adicionais para aproveitar todos os benefícios sem preocupações, protegendo as informações da empresa de maneira apropriada. 

Conheça o serviço de Segurança Digital da Arx Soluções em Tecnologia & Negócios



Bitcoin, uma moeda digital que vale 43 bilhões de dólares, entrou em território inexplorado e possivelmente perigoso após uma divisa ter gerado duas versões da moeda nesta terça: o Bitcoin original, surgido em 2008, e o novo Bitcoin Cash, que almeja ser uma alternativa populista.

A separação se deu quando um grupo de usuários revoltosos levaram adiante um "hard fork" – evento inédito na história da moeda e que boa parte da comunidade tentou inventar ao longo de dois anos. 


O marco do hard fork se deu pela criação de um bloco inaugural de dados transacionais de Bitcoin Cash. Este possui quase dois megabytes de tamanho em comparação ao único mega do Bitcoin, o que constitui a principal diferença entre as duas moedas virtuais. 

Agora temos no mercado duas versões quase idênticas do Bitcoin, cada uma com suas regras e apoiadores ferrenhos. Todos os detentores de Bitcoin receberam automaticamente o mesmo valor em Bitcoin Cash e esta moeda recém-chegada terá que dar duro para se manter de pé.


O preço do Bitcoin caiu quase 200 dólares para US$2.700,00 por moeda pouco antes da divisão, mas até a publicação desta matéria, a moeda parecia retomar seu ritmo. O Bitcoin Cash, por sua vez, é extremamente volátil, mas dá sinais de vida. Antes de sua criação, com o bloco inaugural, o popular câmbio de criptomoedas Kraken deu créditos desta moeda aos seus clientes e possibilitou operações, basicamente distribuindo promissórias. Em cerca de 10 minutos de operação, o preço imaginário do Bitcoin Cash despencou de 400 para 140 dólares. Parecia que as coisas estavam ruins, mas imediatamente após a divisão, o preço voltou a US$ 200.

O sucesso ou fracasso do Bitcoin Cash está nas mãos de seus "mineradores", que usam servidores para criar blocos e assim sustentar a rede de blockchains. No momento não está claro quantos mineradores adotaram a nova moeda, mas parece ter sido apenas uma fração. Durante o tempo que os mineradores de Bitcoin Cash levaram para criar um único bloco de dados transacionais, o Bitcoin original criou dezenas, o que pode ser encarado como sinal de que o Bitcoin Cash ainda não tem força para fazer frente ao Bitcoin.

A cisão é uma reviravolta de última hora em uma discussão que ao longo de dois anos transformou a comunidade Bitcoin em um campo minado. A "guerra civil", como alguns se referem ao evento, se dava em torno de como melhorar o Bitcoin para que mais pessoas pudessem usar a plataforma sem deixá-la mais lenta.

Ao final de 2016, os "blocos" de informações transacionais que formam o livro-razão do Bitcoin, chamado blockchain, estavam lotados. Isso resultou em transações levando dias ou horas para serem processadas em um bloco. Pense no tempo que leva para uma compra no débito no mercadinho da esquina ser aprovada – pode parecer uma eternidade, mas quando falamos de Bitcoin a coisa pode ficar bem mais feia.

Havia como dar um jeito nisso caso você tivesse grana, porém: incluir uma "taxa" alta à sua transação em Bitcoin para que um minerador a inserisse no bloco seguinte. Isso não pode parecer nada de mais para as várias instituições financeiras poderosas de olho no Bitcoin. Essa galera tem como pagar, mas a situação é bem mais complicada para pessoas que querem usar a moeda digital para gastos cotidianos como um cafezinho.

Após longo período de discussão, o desenvolvedor de Bitcoin Pieter Wuille propôs uma regra conhecida como "Segregated Witness", ou segwit, que liberaria espaço nos blocos de um megabyte da moeda – mas não muito. Mesmo assim, boa parte da comunidade aceitou a ideia.

Após bem-sucedida campanha de usuários em julho com o objetivo de forçar mineradores a aceitarem o segwit, a rede se preparou para um "soft fork" em 1º de agosto. Soft fork é o nome que se dá às alterações nas regras de funcionamento da moeda sem divisão da rede, mas exige que todos estejam de acordo. Naquela ocasião, nem todos os mineradores apoiavam as mudanças. A empresa de Bitcoin chinesa Bitmain então criou uma divisão, um "hard fork", como um plano de contingência.

Embora este plano fosse hipotético, acabou dividindo o Bitcoin em duas versões na tarde desta terça.

A divisão passou de um mero plano de contingência a um plano principal. O batismo do Bitcoin Cash se deu por um grupo de usuários e desenvolvedores que acreditavam que o segwit não aumentava o número dos blocos de Bitcoin de maneira satisfatória. O "cash" no nome tem como objetivo enfatizar que esta versão é para uso comum, não só para instituições financeiras ou grandes empresas. 

É no mínimo tentador encarar o Bitcoin Cash e a divisão como absurdos, mas analisando com mais calma, trata-se na verdade de um impulso que está no DNA da moeda desde o princípio.

O que mantém o Bitcoin de pé não são linhas de código e muitos menos dinheiro: é uma crença. O protocolo bitcoin, na época de seu lançamento por um grupo ou indivíduo anônimo sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto há quase dez anos, era petulante e contra a maré. O Bitcoin acusou bancos e reguladoras de golpistas e os derrotou no seu próprio jogo com uma moeda que se tornou tão "real" quanto as verdinhas que vemos por aí, mesmo se tratando de uma abstração criada com matemática e computadores. É uma baita de uma piada ecoando uma política libertária que atrai fiéis. 

Se podemos atribuir essa divisão a algo, certamente é o próprio impulso anti-autoritário do Bitcoin. Isso e aquele instinto de jogador que leva as pessoas a depositarem milhões de dólares em uma moeda inventada.